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Vereador cobra agilidade na Transposição para evitar colapso no abastecimento da Paraíba

vaninhoO vereador professor Vaninho Aragão (DEM/PB), de Campina Grande, manifestou a sua preocupação com a lentidão das obras da Transposição do rio São Francisco, e do agravamento da situação do Açude de Boqueirão que a cada dia tem reduzido o seu volume de águas para abastecer a população.

Ele ressalta a importância da mobilização da população do Sertão paraibano em favor da exigência para que o Governo Federal acelere as obras do Rio São Francisco no sentido de que os municípios da Paraíba possam receber água e amenizar o problema da seca e do racionamento.

Nesta segunda-feira os agricultores do Perímetro Irrigado de São Gonçalo, e moradores das cidades de Aparecida, São Francisco, Santa Cruz, Lastro, Vieirópolis, Nazarezinho, Marizópolis e São José da Lagoa Tapada se articularam e estão protestando contra a lentidão no projeto da Transposição. Está acontecendo uma mobilização na BR-230 e rodovias da região do município. As estradas estão sendo bloqueadas e os manifestantes cobram agilidade nas obras da transposição do Rio São Francisco.

Vainho espera que com as últimas medidas anunciadas pelo Governo Federal, finalmente o Projeto de Transposição do Rio São Francisco seja acelerado de uma vez por todas e que não seja apenas publicidade governamental, como vem acontecendo nos últimos anos, desde o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu que as águas chegariam em 2010 e não ocorreu até esta data e vem sendo protelado pelo Governo atual da presidenta da República Dilma Rousseff.

Aragão destaca que a situação hídrica de Campina Grande e de diversos outros Municípios é muito grave em razão da hídrica da Açude de Boqueirão que hoje está com apenas 193.463.958, ou seja, 47,0 por cento de sua capacidade. A capacidade total de Boqueirão é de 411.686.287, além da pior seca dos últimos 50 anos que tem castigado o Nordeste.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é um empreendimento do Governo Federal, sob a responsabilidade do Ministério da Integração Nacional. É destinado a assegurar oferta de água, em 2025, a cerca de 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A integração do rio São Francisco às bacias dos rios temporários do Semiárido será possível com a retirada contínua de 26,4 m³/s de água, o equivalente a apenas 1,42% da vazão garantida pela barragem de Sobradinho (1850 m³/s), sendo que 16,4 m³/s (0,88%) seguirão para o Eixo Norte e 10 m³/s (0,54%) para o Eixo Leste.

Na Paraíba, o Eixo Leste do Projeto São Francisco permitirá o aumento da garantia da oferta de água para os vários municípios da bacia do Paraíba, atendidos pelas adutoras do Congo, do Cariri, Boqueirão e Acauã. O Eixo Norte possibilitará o abastecimento seguro de diversos municípios da bacia do Piranhas, atendidos por sistemas adutores tais como Adutora Coremas / Sabugi e Canal Coremas / Souza.

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